
Optei por ser feliz, independente da escuridão, do clarão, inverno ou verão.
Entendi que a luz é magnífica, e que só se destaca onde um dia a sua falta foi sentida. Que onde existe muito brilho, sempre algumas delas se ofuscarão.
Elevei a vontade de brilhar por mim mesmo, escrever a minha história a própria mão, ao longo dos dias que ainda virão.
Escolhi tingir a vida com a cor da primavera, dar um tom de luxo, amarelo-ouro, com as cores do outono, onde, independentemente se as folhas um dia ainda cairão, os meus olhos, ainda que tarde, hão de ver a beleza da renovação.
E mesmo quando o orvalho seca e o colorido ofusca, aprendi a ver a beleza, por de trás da tristeza que muitos acostumaram a se prender. Por que sei que quando o Sol nascer, e mesmo se não nascer, o orvalho há de estar no seu exato lugar, dando as caras pra brilhar e um pouco amenizar uma tal de “ofuscação”.
Aprendi não reclamar da vida, afinal, “é bonita e é bonita”, e é nosso dever entoar este refrão. Sorrir, rir, chorar, cantarolar, seja qual for a canção.
Que seja de verdade, que não exista medo, e que nunca sobre espaço para a solidão.
Que aprenda a dar a cara a tapa, mesmo se doer, olhar tudo a volta, e de maneira alguma arredar o pé depois de analisar a situação.
Que seja capaz de aproveitar “um bastante”, e não “um pouco”, de todos os últimos momentos que ainda me restarão. Que ao chegar em “últimos” não seja o final, pois cada dia que começa já se torna o último da nossa passagem existencial. Que seja eu, eterno aprendiz, que saiba valorizar cada instante, compreender cada segundo, e que em momento algum deixe de aprender a lição.
Que seja tudo bem feito, conforme a minha (des)obrigação, para que, eu, quando chegar a hora, possa deixar, nessa terra, bem estampada, decorada e enfeitada, a minha, não grande, e sim, enorme, satisfação!

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